Entidade fundada em 1977 mantém a Escola Professora Lininha, que atende de bebês a adultos com deficiência.
Quem desce a Rua Lino Constantino Machado, no Centro de Mandirituba, passa pelo
número 1, onde funciona a Escola Professora Lininha, mantida pela APAE da cidade. Lino
Constantino Machado era o carpinteiro que, em 1908, ajudou a erguer a primeira escola
do município, conta o Plano Municipal de Educação.
Desde 4 de agosto de 2026, a APAE de Mandirituba tem parceria formalizada de R$ 30
mil com a Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (Sedef) para aquisição de bens
de capital, equipamentos e material permanente para a entidade. O recurso vem da
emenda 2026.A0472 ao orçamento estadual, que tem a indicação do deputado estadual
Alisson Wandscheer (PP, foto). No painel público de emendas da Sedef, o instrumento
725/2026 aparece como formalizado, com vigência até 4 de agosto de 2027.
A Sedef, criada pela Lei estadual 21.352/2023, é a secretaria estadual responsável por
essa parceria.
Fundada em 9 de junho de 1977 e reconhecida como de utilidade pública federal em 3 de
junho de 1991, a APAE atende pessoas com deficiência, principalmente intelectual,
segundo o Plano Municipal de Educação. O documento descreve estimulação precoce
para crianças de zero a três anos, educação infantil, ensino fundamental, educação de
jovens e adultos e educação profissional, além de fonoaudiologia, fisioterapia,
psicoterapia e terapia ocupacional. Em 2022, a Prefeitura informou cerca de 120 alunos
atendidos.
O território explica parte do trabalho. Mandirituba tem 381 quilômetros quadrados, o
distrito de Areia Branca dos Assis e mais de quarenta comunidades, e no Censo de 2010
dois em cada três moradores viviam na zona rural, segundo o mesmo plano. Em junho de
2022, ao destinar um carro à APAE, a secretária municipal de Assistência Social e
Habitação, Everli Stech, explicou que o veículo levaria as assistentes sociais e a
psicóloga às casas das famílias e os alunos ao médico e ao dentista. Em 2014, o plano já
registrava um ônibus adaptado e uma Kombi levando mais de noventa alunos da APAE.
“São quase cinco décadas de uma escola que acompanha a pessoa desde bebê até a
vida adulta. Com o equipamento novo, a APAE vai ter mais estrutura para o estímulo e a
terapia que já oferece”, afirma o deputado.
Alisson Wandscheer é deputado estadual pelo PP, coordena o Bloco Parlamentar da
Neurodiversidade na Assembleia Legislativa, é autor da Lei estadual 22.891/2025, que
instituiu o Dia Estadual da Neurodiversidade, e um dos autores do Código do Autismo do
Paraná, a Lei estadual 21.964/2024.

